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27 de out de 2010

Salve o poeta Dylan Thomas, um artesão da palavra escrita

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Dylan Thomas
Hoje eu saúdo o grande poeta galês Dylan Marlais Thomas (27/10/1914 a 9/9/1953) que, além de poesia, escreveu contos e scripts para cinema e rádio, que geralmente ele próprio representava. Suas leituras públicas, especialmente nos Estados Unidos, lhe rendeu grande aclamação. Sua voz estrondosa com o sutil sotaque galês se tornaram quase tão famosos quanto suas obras.

Além de ter tido um pai intelectual e professor bem formado, dedicou-se desde cedo à leitura e reflexão sobre a poesia. Tanto que, a julgar pela sua correspondência, já por volta dos 20 anos tinha nítida consciência do que queria realizar como poeta. Além disso, também precocemente trabalhou num jornal de Swansea para o qual escreveu críticas de teatro e música. Também desde cedo distinguiu-se pelo talento com que lia publicamente sua poesia em pubs e no círculo dos amigos. 


É significativo o fato de  preferir que ouvissem sua poesia em lugar de a lerem. Isso  novamente denota o valor fortemente musical do seu verso, sua identidade de bardo que aliás induziu alguns de seus críticos mais severos a depreciarem seu valor como poeta.

Um de seus trabalhos mais bem conhecidos é a "peça para vozes" Under Mills Wood e a celebrada villanelle para o seu pai moribundo, "Do not go gentle into that good night". Críticas positivas também perceberam seu artesanato de palavras soberbo e sua compressão de poemas como "In My Craft or Sullen Art" (que publico a seguir) e o lirismo rapsódico de "Fern Hill". Um de seus maiores fãs é o compositor Bob Dylan, que pegou emprestado  o nome do poeta como seu sobrenome artístico. Publiquei também um slideshow com a narração do poema. Espero que você goste!

In My Craft or Sullen Art
Dylan Thomas

In my craft or sullen art
Exercised in the still night
When only the moon rages
And the lovers lie abed
With all their griefs in their arms
I labour by singing light
Not for ambition or bread
Or the strut and trade of charms
On the ivory stages
But for the common wages
Of their most secret heart.

Not for the proud man apart
From the raging moon I write
On these spindrift pages
Nor for the towering dead
With their nightingales and psalms
But for the lovers, their arms
Round the griefs of the ages,
Who pay no praise or wages
Nor heed my craft or art.

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